sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Caça ao Tesouro no Halloween

Os convites já foram enviados e aceites.
Os bichinhos que acompanham cada convite não foram lá colocados por acaso. Cada neto recebeu um bicho diferente e vai ter que fazer uma pesquisa acerca dos seus hábitos. O resultado será um texto com cerca de 50 palavras (por neto) para ser trocado pela primeira pista da Caça ao Tesouro.  



 Há aranhas, formigas, morcegos, ratos, baratas, moscas e um escorpião. Vamos todos ficar a conhecer melhor estes animais e os graus de parentesco que os ligam. 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Festa das Flores em Campo Maior


 Este candeeiro é feito com colherinhas de plástico



Bom gosto, criatividade, perfeição nos mínimos detalhes e um trabalho de cooperação que começou em Janeiro. A decoração é decidida e executada pelos moradores de cada rua e mantida em segredo até à véspera da inauguração. Foram utilizadas 74 toneladas de papel!
Quem estiver de férias procure ir durante a semana porque sábado e domingo deve ser muito difícil circular pelas mais de 100 ruas enfeitadas.

sábado, 27 de agosto de 2011

Ostras na Champanheria

 São portuguesas, do Sado, deliciosas e abertas por quem sabe.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sopa rica

Não vale a pena estar aqui com falsas modéstias: eu cozinho muito bem! Sempre? Não... não sei fazer sopas. Sei ensinar a fazer sopas, mas não as sei fazer. Pode parecer confuso mas... é.
Quando cheguei a Moçambique, ensinei a empregada a fazer sopas de grão, de feijão, caldo-verde, etc. Ficavam sempre deliciosas. Uns dias antes de regressarmos estávamos a almoçar e o avô disse (sem ironia) "hás-de pedir à Elisa para te ensinar a fazer esta sopa de grão..." 
Há dias a D. Eugénia ensinou-me a fazer esta sopa.
Alhos, coentros, feijão, cebolas e couves - produção Carlos e Ofélia
Alho francês e cenouras - produção D. Eugénia
Courgetes - produção Mila e Zé
Batatas - produção Belmiro de Azevedo

Posso garantir que ficou boa. Não tão boa como a que a D. Eugénia faz, mas desta vez acho que a culpa é do Belmiro de Azevedo.

domingo, 21 de agosto de 2011

Assim é que é bonito...

...e ao ombro a camisola do FCP.
Foto: Toix

Criatividade

Vista aérea de uma cidade industrial? Alguns blocos de apartamentos num bairro degradado junto a fábricas e centrais de tratamento de resíduos tóxicos? Parece, não parece?


 Entrámos no Moma por aqui. O que é isto? Uma instalação feita com lixo? Sapatos e roupa velha? Alguidares e baldes de plástico? Pilhas de revistas e jornais? Latas sujas de tinta? Que ideia é esta?
Depois subimos uns andares e espreitámos. E não é que o conjunto das cores e formas se tornou tão interessante? Não pude deixar de pensar em pintura abstracta: vistos em grande aproximação, as pinceladas não fazem sentido. Quando nos afastamos tudo ganha forma, profundidade e transparência.     

sábado, 20 de agosto de 2011

O sapo...

...vinha nadando alegremente, croc...croc...
quando a miúda sorridente, pediu...
para entrar também na água... croc, croc

Se clicarem nesta fotografia podem ver que o sapo está com cara de quem não gostou muito que lhe quebrassem o sossego. Dali foi para a sombra de um canteiro para aprender a não mostrar má cara.

domingo, 14 de agosto de 2011

America's Cup

Saudades dos tempos de Raul Gardini com Paul Cayard e o Moro di Venezia... agora torço (em directo) pela equipa da Nova Zelândia, que me desculpem os Oráculos. 

Skaal

A ausência deveu-se a
  1. preguiça
  2. 3 semanas fora do país
  3. preguiça
  4. preparação de uma caça ao tesouro
  5. preguiça
  6. casa cheia
  7. preguiça

domingo, 29 de maio de 2011

Comedouro para pássaros

A neta Inês chegou aqui com esta ideia: construir um comedouro "para os pássaros não terem muito trabalho a procurar comida".
Ontem num intervalo da chuva fomos apanhar pinhas
 Fizemos um furo, aparafusámos um camarão e prendemos um fio 
 Besuntámos as pinhas com mel e...
 ... passámos por alimento para pássaros
 Depois foi só pendurá-las nos ramos das árvores

domingo, 22 de maio de 2011

O borracho (2)


adoptado pela Inês e pelo resto da família está a crescer a olhos vistos. Como se pode ver, já se aguenta sozinho em cima do poleiro e gosta muito das festas da Vera.
O próximo passo é levá-lo  a passear ao jardim para o ensinar a voar.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Quando é que podemos considerar que o som do toque do telemóvel está demasiado alto?

Há dias fui acompanhar o meu pai ao hospital. São sempre umas horitas, por isso encostei-me a uma parede e agarrei num livro. Estava eu muito entretida quando sinto umas pancadinhas no ombro. Uma senhora com ar tímido, diz-me "tem o telemóvel a tocar". Olho em redor e já tinha toda a gente com os olhos em cima de mim. O telemóvel estava dentro da mochila que estava pendurada nas minhas costas. Agradeci-lhe e disse "... estou muito surda..." coisa de que ela nem tinha desconfiado...
Portanto posso concluir que o som do toque do telemóvel está demasiado alto quando eu própria consigo ouvir um telemóvel que está dentro de uma mochila pendurada nas minhas costas.
Raio da PDI!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Um gelado para os miúdos e um coquetail para os graúdos


Gelado de morangos



Triturar os morangos. Bater as natas com açúcar. Envolver e deitar nas forminhas individuais - usei as de silicone porque é mais fácil desenformar.
Congelar.
No momento de servir, derreter o chocolate com um pouco de leite e deitar no fundo do prato. Enfeitar com um morango

Basil Grande

4 ou 5 morangos grandes
4 ou 5 folhas de mangericão
Gelar os copos com pedras de gelo.
Pisar os morangos e o mangericão com o pilão no shaker até obter uma pasta homogénea.
Juntar 20ml de Chambord, 25ml de Grand Marnier, 25 ml de vodka e 25ml de sumo de Cranberry.
Encher o shaker com gelo e agitar. Coar para dentro de um copo de martini, mexendo com uma colher para ajudar a passar a mistura. Usar o coador na boca de shaker e um passador de rede sobre o copo
Guarnecer com uma folha de mangericão e  com um pouco de pimenta (opcional).

segunda-feira, 16 de maio de 2011

sábado, 14 de maio de 2011

O borracho

...adoptado pela Inês está enorme.
Aqui está ele a ser alimentado pela avó Teresa. Tem quatro refeições por dia: pequeno almoço, almoço, lanche, jantar e nos intervalos acho que ainda petisca qualquer coisa. Há dias esteve adoentado e a avó Teresa tratou-o com Benuron.
Quanto ao sapo, parece que deu um salto e fugiu do tanque das tartarugas

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Era uma vez uma história que começou muito bem e acabou da pior maneira

Há dias encontrei um sapo enorme. Do tamanho da palma da minha mão, mesmo com as pernas encolhidas. Estava dentro da piscina, sem conseguir sair e já devia estar cansado porque se movia com muita lentidão. Fui buscar a rede, tirei-o e decidi pô-lo num local que me pareceu o ideal, porque era fresco, húmido e longe da piscina. E então aconteceu uma coisa estranha, tão estranha que a referi posteriormente às netas. O sapo não fugiu e durante um bocado ficou imóvel a olhar para mim. Durou uns instantes, mas não me esqueci dos olhinhos fixos em mim. Pensei que estava a agradecer ter-lhe salvo a vida.

Ontem a Ginga andava excitadíssima a farejar à volta de um cocho gigante que estava, com a parte côncava virada para baixo, junto ao local onde eu tinha deixado o sapo. Aquele comportamento inquieto da cadela quer sempre dizer o mesmo, por isso fui buscar um pau e virei o cocho.
Uma cobra grande e lenta estava a engolir um enorme sapo.
Lembrei-me dos olhos dele quando o deixei ali. Afinal não estava a agradecer-me.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Na segunda segunda-feira de cada mês...

...há feira.
Flores, árvores, tudo o que se pode semear e plantar, comestível ou não, encontra-se por aqui. Pensem em qualquer coisa... há!
Trouxemos uma framboeseira, uma buganvília, petúnias, beringelas, pepinos, um chorão, morangueiros, um maracujazeiro e uma videira. Ainda não está tudo na terra, porque amanhã também é dia.

sábado, 7 de maio de 2011

Disparates e maldades

Há dias as netas perguntaram-me se eu, quando era pequena, fazia maldades. Enterneceu-me a preocupação que estava implícita na pergunta e respondi que maldades, não, porque as maldades implicam uma intenção, um conhecimento de que a nossa acção vai prejudicar outros. O que eu fazia eram disparates, asneiras. Por leviandade, por má avaliação da situação, por preguiça ou por egoísmo, todas as pessoas fazem de vez em quando, “asneiras”. O importante é perceber que se errou, pedir desculpa se com a asneira alguém se magoou e, sobretudo, não repetir o erro.
Isto foi o que lhes disse na altura.
                                                                              
Agora acrescento que não foi só em criança que fiz asneiras. Posso gabar-me de ser especialista na arte do disparate e do sentimento de culpa que se segue. Mas maldades, não, não faço!
Por exemplo: Em 2005 votei em Sócrates. Foi uma asneira.
Se a 5 de Junho de 2011 voltasse a votar nele era uma maldade, e como já disse, maldades eu não faço.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

4 ovos, 4 semanas


Um pisco pôs 4 ovos num cesto.
Vejam o que aconteceu nas 4 semanas seguintes.
É mais ou menos o que está a acontecer com as andorinhas que fizeram o ninho no alpendre do nosso quarto. Há quatro juvenis que estão sempre com o bico aberto, mas que eu não consigo filmar porque o ninho está quase encostado ao tecto.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Obrigada pela companhia


Hoje saí de casa às 7 horas da manhã com o Henri Salvador. Fomos a pé pela Av. de Roma até à Praça de Londres. Eu não disse uma palavra mas ele, felizmente, nunca se calou.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 de Abril

Hoje lembro o Capitão Salgueiro Maia e a Sophia de Mello Breyner. Tenho um nó na garganta e não me apetece dizer mais nada.

"Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo"

domingo, 24 de abril de 2011

Boa Páscoa

Caravaggio, A dúvida de S. Tomé (1601-02) óleo sobre tela, 107 x 146 cm

Não basta ter Fé.
É preciso duvidar, pensar, observar, tocar, comprovar, comparar, perceber e, só depois, acreditar.
Este post é uma parábola ao momento político? É.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A garrafa de plástico



E nós? Preocupamo-nos com o ambiente?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ao telefone com a neta Inês

 - Ouvi dizer que tinhas adoptado um sapo e um pombo?
 - Sim mas o pombo ainda é pequenino, chama-se borracho. Sabes, avó, o Leão estava a ladrar muito e eu fui ver o que era. Primeiro pensei que era um pintainho, mas depois um tio que é caçador, disse-me que era um borracho.
 - E como é que o tens alimentado?
 - Com arroz partido, mas ontem a avó Teresa esteve a pensar e chegou à conclusão que a coisa mais parecida com minhocas são os caracóis. Eu apanhei milhares de caracóis e deixei-os todos num montinho.
 - Como é que deram os caracóis ao borracho?
 - A avó cozeu-os, partiu-os aos bocadinhos e ele comeu muito bem
- E o sapo?
 - Eu ia a passar no… não vale a pena explicar-te porque nunca lá foste… mas há um poço e um tanque quadrado e o sapo estava lá dentro. Como a avó trazia um tupperware, eu pus o sapo lá dentro
 - E o sapo é muito grande?
 - Huumm… não é muito monstruoso… é médio
 - Assim do tamanho da palma da tua mão?
 - Siiim…se estiver com as pernas esticadas…

domingo, 17 de abril de 2011

Ervamoira


“…Esta terra laminada, seca, de uma aridez escaldante! (...) aqui não existe qualquer suavidade. A vinha exige a rocha mais dura e, onde se instala, só há lugar para ela. Nem um tufo de erva, nem uma florzinha nas cepas. Pergunto-me como é que os homens conseguiram ser tão visionário, tão tenazes e tão corajosos para perseverarem nestas ravinas onde se congela no Inverno e se coze no Verão, e onde parece que a pedra é imprópria para qualquer cultura. Foi preciso parti-la a martelo, construir socalcos, consolidá-los com muretes e todo este trabalho não amaciou a rocha. Os holandeses venceram o mar com os polders, mas, uma vez esvaziados, trabalhados e cuidados, humanizaram-se. Dão celeiros cheios de trigo e milhares de flores. A vinha continua ingrata e avarenta. É o solo mais escabroso que dá a melhor uva, e a uva mais avarenta que dá o melhor vinho. A vinha detesta as terras ricas e férteis, a doçura e a facilidade. Precisa do vulcão, do xisto ardente; precisa da solidão, do silêncio, desta intensidade que por vezes faz vibrar o vale…”

O Douro e o Vinho do Porto contado através da história de uma família, desde o desastre da Ponte das Barcas, até aos anos 60.
É um romance da Suzanne Chantal e por mim ele não acabava...

sábado, 16 de abril de 2011

Uma aliança sem aliança

O príncipe William não gosta de usar jóias, não faz excepção com a aliança e vai casar sem ela.
Não é uma decisão inédita, mas parece que fez muita confusão a muitas mulheres, sendo que algumas são jovens e seguras de si.
Há muitos anos o avô, que acha que a única jóia permitida a um homem é o relógio, fez uma tentativa para usar aliança. A argola incomodava-o tanto que ele não parava quieto a rodar, rodar, tirar, pôr, rodar... até que um dia ela foi parar ao chão. Nessa altura a Bia, que há muito tinha percebido que era necessária uma intervenção radical, abocanhou a aliança e em menos de nada a pobre estava reduzida a uma massa informe.
Ainda foi comprada nova aliança que acabou guardada. Fez ou faz alguma diferença na nossa vida? Nenhuma.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Parcerias Público-Privadas vão custar €59,6 mil milhões

A minha neta mais velha tem 10 anos.
Quando ela tiver 50, ainda vai andar a pagar as negociatas do Sócrates. Como é que era a música do Comício congresso do PS no fim-de-semana passado? Qualquer coisa acerca de amigos, não era?

terça-feira, 12 de abril de 2011

O PS sobe nas sondagens


Grande povo! Esclarecido, informado. 
O Sócrates atirou o país para a bancarrota? Não tem carácter? Mente na Assembleia da República? É incompetente? Coisinhas miúdas.
Tenho vontade de dizer aos meus compatriotas: Aguentem-se!
O problema é que eu tenho que aqui viver e aguentar também

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Malangatana


“Eu detesto a morte. Detesto a morte dos outros e detesto a minha morte (…) Detesto porque é tão bonito viver, é tão belo amar, é tão belo criar e ver os outros criarem”
Malangatana

Enviado pelo meu mano e depois roubado daqui

terça-feira, 5 de abril de 2011

Notícias do meu joelho

 64 dias depois disto.
Depois de ter perdido semanas à espera que a natureza fizesse o seu trabalho, o ligamento voltasse à sua função e o joelho recuperasse naturalmente a mobilidade fiquei  a saber que a natureza só se ocupa de casos ligeiros até aos 30 anos. Portanto  comecei a fazer fisioterapia.
18 sessões de fisioterapia depois (correntes eléctricas, ultra-sons, massagem, laser, gelo) e duas semanas de bicicleta e step, hoje foi um dia grande: consegui descer as escadas pondo um pé em cada degrau.
Devo isto à Paula que é um 4 em 1: competente, simpática, enérgica e paciente. Meu Deus, como ela é paciente… “ai que nunca mais fico boa…” “mas isto é normal?” “…tenho tantas dores como no primeiro dia”, enfim, uma chata como só eu consigo ser.
O responsável pela Korporefisio e pelas pazes que acabei de fazer com o meu joelho é o Tito.

domingo, 3 de abril de 2011

Vamos a Conímbriga?


Casa dos Repuxos, Casa dos esqueletos, termas do sul, forum romano, banhos romanos
Encontrado aqui

terça-feira, 29 de março de 2011

Sombras Chinesas


Estas duas lindíssimas pessoas são a tia Bibi e o tio Mário

Ontem recebi este video feito pelo primo Jorge a partir de recortes que a minha talentosa tia fez.  
Nos anos 50 viveu em Macau e ficou para sempre apaixonada pela terra e pela delicadeza dos macaenses. Foi e veio de barco e garanto que é uma delícia ouvi-la contar histórias das viagens e desses nostálgicos tempos em que o tempo corria devagar.

domingo, 27 de março de 2011

A criatividade das crianças


Perceber as crianças sem as rotular segundo os nossos padrões
Encontrado aqui

sexta-feira, 25 de março de 2011

As andorinhas

Vão-se embora no Inverno, fazem milhares de quilómetros, atravessam o Mediterrâneo e o Sahara  e voltam na Primavera. Acasalam para a vida, sempre no mesmo ninho e todos os anos nos comovem. Se o ninho for destruído elas voltam construí-no no mesmo lugar. Parecem frágeis, não parecem?
Não sei se viajaram juntas, mas sei que durante os próximos meses vão ter pelo menos 12 filhotes divididos por três ninhadas.
Estas duas andorinhas apaixonaram-se aqui e em homenagem ofereço-lhes a Ella

Verde ervilha

Diz o nosso vizinho Sr. António que as primeiras ervilhas da região são estas. As nossas.
Semeadas pelo avô em terra adubada com o composto preparado por ele. Não foi utilizado qualquer pesticida e não encontrei uma com lagarta. Espero que não tenham ido todas para as favas

terça-feira, 22 de março de 2011

Pessoas


Este lindíssimo vídeo foi-me enviado pela minha neta Inês.
Obrigada

É bom não esquecer


Em 1973, uma amiga que tinha vivido uns anos em Londres, decidiu voltar.
Passado pouco tempo pediu-me para ir com ela e com o futuro marido à Conservatória da cidade X para testemunhar que ela era solteira e não tinha deixado um marido pendurado em Inglaterra.
O namorado levou um amigo de infância e lá fomos os quatro.
Identificações apresentadas, o funcionário olha para o meu BI, olha para mim e pergunta:
- Onde está o seu marido?
-…? O meu marido? Está em Lisboa… mas o que tem o meu marido a ver com isto?
- Sem a presença do seu marido a senhora não pode testemunhar.
Eu sabia em que país vivia, mas senti um soco no peito
- O senhor já pediu a presença da mulher da outra testemunha?
- Para os homens não é necessário
Entre a fúria e uma profunda humilhação fui vociferando inúteis argumentos em defesa dos direitos das mulheres até que o funcionário encontrou uma solução para resolver o impasse.
Dirigiu-se a um homem que estava à espera de ser atendido e perguntou:
- O senhor não se importa de testemunhar que esta senhora nunca foi casada?
E o homem que nunca tinha visto a minha amiga, jurou por sua honra que ela era solteira.

Quis só refrescar a memória daqueles que a perderam e dos outros que aceitavam passivamente a canga e agora andam por aí a falar no “fatídico 25 de Abril” e “na censura que há desde há 3 décadas...”.

segunda-feira, 21 de março de 2011

domingo, 20 de março de 2011

Amigos...

...não são aos milhões nem adicionados com um clique

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo.
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

Amigo é a solidão derrotada!

Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa

Alexandre O'Neill

sexta-feira, 18 de março de 2011

PediBus


É barato, não polui o ambiente, é divertido, põe a comunidade a mexer e as crianças a conhecer o bairro a pé.
Em parceria com a CML e a escola (cá está uma boa parceria), os pais organizam-se e revezam-se para levarem as crianças. Há placas de sinalização nos passeios e horas marcadas para o encontro. Simples e muito simpático.
Tanto quanto sei, em Lisboa, só há em dois bairros. No meu e no outro (isto é bairrismo puro e duro, porque o meu eu lisboeta, não facilita...)
Toca a estender o Pedibus ao resto do país.

quinta-feira, 17 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

E agora?

Apesar de todos os avisos, os países insistiram na construção de centrais nucleares.
Tudo muito seguro, até nas zonas de grande actividade sísmica. Agora estamos à beira de uma catástrofe que vai atingir todo o mundo.
Que raio de futuro vamos deixar às nossas crianças?

Não consigo desligar do horror que se vive no Japão

terça-feira, 15 de março de 2011

O que será isto? (2)

A resposta mais rápida e certíssima foi dada pela Humming.  
Aqui está o ouriço a começar a desenrolar, depois de termos conseguido afastar os cães. 
 de regresso ao seu (quase) ambiente. Estes arbustos estão ainda muito próximos da casa e embora eu tenha pena, ele vai ser levado outra vez para o sítio onde foi encontrado. Não sabemos se é um macho ou uma fêmea, mas está na época da reprodução e nós não queremos que ele fique solteiro (a)

O que será isto?

um doce a quem adivinhar