Eu não era um rapaz, mas também não era completamente "uma menina"... acho que me diverti quase tanto como "eles"...
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
domingo, 22 de dezembro de 2013
sábado, 21 de dezembro de 2013
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
As laranjas de Angola e como uma "besuga" me calou
Mangas, bananas, goiabas, mamões, sape-sape, anonas, pitangas, maboques, cocos, abacates, laranjas… as doces laranjas do Loje… (pausa para agradecer a Deus e aos meus pais o privilégio de ter crescido em Angola), no que respeita à fruta esta era a minha realidade.
A meio da adolescência
apareceu no Colégio, uma colega acabadinha de chegar de Lisboa.
Branquinha, rosadinha, de
olhos azuis e laçarote no alto da cabeça. A típica “besuga”, nome que nós dávamos
às pessoas que iam da Metrópole e não tinham a nossa cor permanentemente
bronzeada.
Ficou na minha mesa e as
refeições eram uma chatice, com ela sempre a desdenhar “mamão? Que coisa mais
esquisita… não sabe a nada. Bananas, anonas, goiabas? Não gosto!”
Até que um dia nos puseram
laranjas na mesa. E a chata: “devem ser azedas”. “Não! São muito doces,
experimenta”. E a besuga a insistir “São azedas, não vêm como são amarelas?”
Então, eu cheia de uma infinita e paciente tolerância pergunto-lhe “Olha lá, de
que cor queres tu que sejam as laranjas?”. “Cor-de-laranja” responde ela.
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| Em 1971, acabado de chegar a Luanda, o meu "besuguinho" querido, lourinho, branquinho e rosadinho. A brincar com as laranjas amarelas.... de que outra cor haviam de ser as laranjas? |
Alexandre O'Neill nasceu no dia 19 de Dezembro de 1924
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Aqui está o verdadeiro espírito natalício
O Carlos, pitosga e distraído, foi contra o vidro da porta da garagem de um Centro Comercial e fez um golpe profundo no nariz. O sangue espirrou e pingou para o chão enquanto ele o tentava estancar com um lenço já empapado.
Estava sozinho e a dor era tão grande que pensava ter partido a cana do nariz. Entretanto viu uma senhora aproximar-se com ar preocupado. Normalmente, nestas alturas as pessoas perguntam "precisa de ajuda... quer que chame alguém?"
Mas estamos em plena época natalícia em que a solidariedade e o amor ao próximo se reforçam e estão no seu máximo esplendor.
Inquieta, a senhora chegou perto do Carlos e perguntou-lhe: "este é o piso -1 ou -2?".
O Carlos respondeu: "-1". "E onde é que fica a saída do supermercado?". "Ali".
A senhora agradeceu e foi-se embora.
Estava sozinho e a dor era tão grande que pensava ter partido a cana do nariz. Entretanto viu uma senhora aproximar-se com ar preocupado. Normalmente, nestas alturas as pessoas perguntam "precisa de ajuda... quer que chame alguém?"
Mas estamos em plena época natalícia em que a solidariedade e o amor ao próximo se reforçam e estão no seu máximo esplendor.
Inquieta, a senhora chegou perto do Carlos e perguntou-lhe: "este é o piso -1 ou -2?".
O Carlos respondeu: "-1". "E onde é que fica a saída do supermercado?". "Ali".
A senhora agradeceu e foi-se embora.
domingo, 15 de dezembro de 2013
Monstros antropomórficos
Manhã de sol e céu azul como só
Lisboa tem. Não há vento, coisa rara por estes lados, a temperatura é de um
fresco lavado e os plátanos largaram as folhas que enchem os passeios de tons
que vão do amarelo ao ocre.
Nós vamos a caminho de uma
torrada em pão de Mafra, de uma meia de leite e da leitura do jornal. Tranquilos
e de coração leve.
Na nossa direcção vem mais
um madrugador. Terá cerca de quarenta e muitos cinquenta anos e está vestido de
fim-de-semana, classe média, normal. Como nós.
Pára à nossa frente,
hesitante e embaraçado. E fala baixo, envergonhado, com os olhos a piscarem num
esforço para não chorar.
Está desempregado. Não tem
dinheiro e a mulher está em casa doente. Classe média, normal. Como
nós.
Em Portugal há quase 900
mil desempregados. A cada desempregado estão ligadas pessoas. 900 mil dramas
vezes quanto?
Fomos educados numa
cultura judaico-cristã que nos transmitiu conceitos de pecado e castigo, de
culpa, arrependimento e perdão. Eu aprendi a lição e por isso não perdoo a esta
gente gananciosa que durante décadas, se serviu e teceu a rede de cumplicidades
que atirou o país e as pessoas para o desespero.
Estas criaturas que de
pessoas só têm a aparência física, arranjaram forma de escapar à Justiça dos
homens, mas não escaparão à Justiça Divina nem à minha praga rogada com tanta
raiva: desejo-lhes que ardam no inferno. Em vida e depois de mortas.
Afinal o dia está frio, sombrio e o chão coberto de
folhas mortas e apodrecidas. Não devíamos ter saído de casa.
sábado, 14 de dezembro de 2013
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
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